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CellCept Roche
micofenolato de mofetila
Imunossupressor; inibidor da IMPDH
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto
: CellCept®
Nome genérico: micofenolato de mofetila
Forma farmacêutica, via de administração e apresentação
Comprimidos revestidos de 500 mg. Uso oral. Caixa com 50 comprimidos.

USO ADULTO

Composição
Cada comprimido revestido de CellCept® contém:
Princípio ativo: micofenolato de mofetila . 500 mg
Excipientes: croscarmelose sódica, celulose microcristalina, povidona K-90, estearato de
magnésio, hipromelose, hiprolose, dióxido de titânio, macrogol 400, laca de indigo carmim e óxido
de ferro vermelho.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a
respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.
1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
CellCept® é um potente inibidor de uma enzima chamada inosina monofosfato desidrogenase
(IMPDH), responsável pela síntese de proteínas que fazem parte do DNA de linfócitos, uma das
principais células envolvidas no processo de rejeição de órgãos em casos de transplantes.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
CellCept® é efetivo na profilaxia da rejeição de órgãos e no tratamento da rejeição refratária, em
pacientes que receberam transplante renal, transplante cardíaco ou transplante de fígado.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contraindicações
Informe ao seu médico se você tem alergia a CellCept® ou se tem outras doenças alérgicas.
Informe se você tem ou já teve problemas com seu sistema digestivo, como úlcera
estomacal. Não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação.

Advertências / Precauções
De forma similar aos pacientes que recebem regimes imunossupressores abrangendo
combinações de drogas, os pacientes que recebem CellCept® como parte de um regime
imunossupressor têm maior risco de desenvolver alguns tipos de tumores malignos,
particularmente de pele. O risco parece estar mais relacionado à intensidade e à duração
da imunossupressão que ao uso de um agente específico. Assim, de maneira similar a
todos os pacientes sob risco aumentado de câncer de pele, a exposição à luz solar e à luz

ultravioleta deverá ser limitada por meio do uso de roupa de proteção adequada e do uso
de filtros solares com alto fator de proteção.
Pacientes que recebem CellCept® devem relatar imediatamente qualquer evidência de
infecção, contusão inesperada ou sangramentos.
As infecções incluem reativação viral latente, como a dos poliomavírus. Casos de
leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) associados com o vírus JC, algumas
vezes fatal, foram relatados em pacientes tratados com CellCept®. Os casos relatados
geralmente apresentavam fatores de risco para LMP, incluindo terapias
imunossupressoras e disfunção do sistema imune. Em pacientes imunodeprimidos, a LMP
deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes com sintomas neurológicos,
e a avaliação do neurologista deve ser realizada, se clinicamente indicada.
Nefropatia associada com o vírus BK foi observada durante o uso de CellCept
® em
pacientes que receberam transplante renal. Essa infecção pode estar associada com
desfechos graves, às vezes levando à perda do enxerto renal. O monitoramento dos
pacientes pode ajudar a detectar os pacientes com risco para nefropatia associada ao vírus
BK. A redução na imunossupressão deve ser considerada para pacientes que
desenvolverem evidência de nefropatia associada ao vírus BK.
Casos de aplasia pura de série vermelha (APSV) foram relatados em pacientes tratados
com CellCept
® em associação com outros agentes imunossupressores. O mecanismo de
indução de APSV pelo micofenolato de mofetila é desconhecido; a contribuição relativa
dos outros imunossupressores e suas combinações em um esquema de imunossupressão
também são desconhecidas. Em alguns casos, a APSV foi reversível com a redução da
dose ou suspensão do uso de CellCept
®. Em pacientes transplantados, porém, a redução
da imunossupressão pode aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado.
Durante o tratamento com CellCept
®, as vacinações poderão ser menos eficazes, e o uso
de vacinas de vírus vivo atenuado deve ser evitado. A vacinação contra gripe pode ser útil.
Consulte o seu médico a respeito do assunto se tiver alguma dúvida.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os
médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à
possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.

Principais interações medicamentosas
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou
durante o tratamento. Informe ao seu médico se você está tomando outros medicamentos, como
aciclovir, antiácidos (como hidróxidos de alumínio e magnésio), inibidores da bomba de prótons
(como lansoprazol e pantoprazol), antibióticos e ligantes de fosfato livres de cálcio, uma vez que
esses produtos podem alterar a absorção e distribuição de CellCept®. Antes de iniciar o
tratamento, assegure-se de que seu médico tenha conhecimento de que você está tomando
outros medicamentos (incluindo aqueles que não foram prescritos por ele). Isso é importante,
visto que o uso de mais de um medicamento simultaneamente poderá reforçar ou diminuir os
efeitos dos medicamentos.
Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação
durante o uso deste medicamento.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seis semanas
do seu término. Você deve utilizar métodos contraceptivos eficazes antes de tomar CellCept®,
durante o tratamento e por seis semanas após seu término. Informe ao médico se estiver
amamentando.
Têm sido relatadas malformações congênitas, incluindo malformações de orelha, em
descendentes de pacientes expostos ao micofenolato de mofetila em associação com outros
imunossupressores durante a gravidez.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Não foram realizados estudos sobre os efeitos de CellCept® sobre a capacidade de dirigir e
operar máquinas.

Não há contraindicação relativa às faixas etárias.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

MODO DE USO
Aspecto físico
CellCept®
apresenta coloração lavanda com a inscrição CellCept 500 mg em um dos lados e
ROCHE no outro.
Utilize CellCept® comprimidos exatamente como seu médico prescreveu.
Consulte seu médico antes de tomar outros medicamentos. Não use nem misture medicamentos
por conta própria.
Deve-se ingerir CellCept® com um pouco de água.
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não devem ser quebrados nem esmagados. Não
ingerir comprimidos quebrados.
Se atingir os olhos, lave-os com água corrente. Em caso de contato com a pele ou membranas
mucosas, lave o local com bastante água e sabão e enxágue com muita água.
A dose usual de CellCept® é de 1 g (2 comprimidos) a 1,5 g (3 comprimidos), duas vezes por dia,
conforme o caso. O seu médico saberá calcular a dose adequada para o seu caso.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o
aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
REAÇÕES ADVERSAS
Os problemas mais comuns que aparecem nos pacientes tomando CellCept® são: diarreia,
vômitos, dispepsia, leucopenia (menor número de glóbulos brancos no sangue), anemia
(diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue), sepse (infecção generalizada) e outros
tipos de infecção, incluindo doença pelo citomegalovírus, candidíase e herpes simples.
Também há chance maior de ocorrência de neoplasias benignas e malignas (câncer
benigno e maligno), principalmente de pele e no sangue (linfoma). Informe ao seu médico o
aparecimento de reações desagradáveis ou lesões de pele.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
A experiência com superdose de CellCept® em humanos é muito limitada. Em caso de
administração de doses maiores que as doses recomendadas pelo médico, podem aparecer as
reações adversas características do medicamento, como diarreia, vômito, diminuição do número
de glóbulos brancos, infecções, entre outras. Caso ocorra diminuição do número de glóbulos
brancos, o médico irá orientar se você deve suspender a administração de CellCept® ou diminuir
a dose.

Em caso de superdose, procure um centro de intoxicação ou socorro médico.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
CellCept® deve ser mantido em sua embalagem original. Os comprimidos devem ser mantidos
em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC). Proteger da luz.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação (vide
embalagem externa do produto). Não tome medicamento após a data de validade indicada na
embalagem. Pode ser prejudicial à saúde.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O micofenolato de mofetila (MMF) é o éster 2-morfolinoetil do ácido micofenólico (MPA). MPA é
um inibidor potente, seletivo, não-competitivo e reversível da inosina monofosfato desidrogenase
(IMPDH) e, portanto, inibe a via de novo da síntese do nucleotídeo guanosina sem incorporação
ao DNA. O mecanismo pelo qual o MPA inibe a atividade enzimática da IMPDH parece estar
relacionado à capacidade do MPA em mimetizar estruturalmente tanto o cofator dinucleotídeo
adenina nicotinamida, como uma molécula catalítica de água. Isso impede a oxidação do IMP a
xantose-5’-monofosfato, que é um passo fundamental na síntese de novo do nucleotídeo
guanosina. O MPA tem efeito citostático maior nos linfócitos que em outras células, pois os
linfócitos T e B são extremamente dependentes, para a sua proliferação, da via de novo da
síntese das purinas, ao passo que outras células podem utilizar vias alternativas.
Farmacocinética
A farmacocinética do MMF foi estudada em pacientes de transplante renal, cardíaco e hepático.
Em geral, o perfil farmacocinético do MPA é semelhante em pacientes de transplante renal e
cardíaco. No período precoce do transplante hepático, pacientes que recebem uma dose de 1,5 g
oral ou intravenosa de MMF tiveram níveis de MPA similares aos dos receptores de transplante
renal que recebem 1 g oral ou intravenoso de MMF.

Absorção
Após a administração oral, CellCept® sofre rápida e extensa absorção, sendo completamente
metabolizado para MPA, seu metabólito ativo. A biodisponibilidade média de CellCept® oral,
baseada na AUC do MPA, está relacionada em 94% com CellCept® IV.
CellCept® pode ser mensurado, sistemicamente, durante a infusão intravenosa; entretanto, após
a administração oral, CellCept® está abaixo do limite de quantificação (0,4 mcg/mL).
No período de pós-transplante recente (< 40 dias), os pacientes de transplante renal, cardíaco e
hepático apresentaram redução média da AUC do MPA de, aproximadamente, 30%, e redução da
Cmáx de, aproximadamente, 40%, em comparação ao período de pós-transplante tardio (3 - 6
meses). Os valores da AUC do MPA obtidos após administração de 1 g, duas vezes ao dia, por
via intravenosa, no índice de infusão recomendado para pacientes submetidos a transplante renal
na fase pós-transplante imediata, são comparáveis àqueles observados após administração oral.
Em pacientes submetidos a transplante hepático, a administração de 1 g, duas vezes ao dia, por
via intravenosa, seguida pela administração de 1,5 g, duas vezes ao dia, por via oral, resultou em
valores de AUC do MPA semelhantes àqueles encontrados nos pacientes submetidos a
transplante renal que receberam 1 g de CellCept® duas vezes ao dia.
A alimentação não teve nenhum efeito sobre a extensão da absorção (AUC do MPA) de
CellCept®, quando administrado na dose de 1,5 g, duas vezes ao dia, em pacientes de
transplante renal. Porém, a Cmáx do MPA apresentou diminuição de 40% na presença de alimento.

Distribuição
Como resultado da recirculação entero-hepática, normalmente é observado aumento secundário
na concentração plasmática do MPA em, aproximadamente, 6 - 12 horas após a administração da
dose. A redução da área sob a curva (AUC) do MPA em, aproximadamente, 40% está associada
à coadministração de colestiramina (4 g, três vezes ao dia), indicando que existe interrupção da
recirculação entero-hepática. O MPA, em concentrações clinicamente relevantes, apresenta-
seligado em 97% à albumina plasmática.

Metabolismo
O MPA é metabolizado principalmente pela glucoronil transferase para formar o glucoronídeo
fenólico do MPA (MPAG), que não é farmacologicamente ativo. In vivo, o MPAG é convertido em
MPA livre por meio da recirculação entero-hepática.

Eliminação
Uma porção desprezível da droga é excretada na forma de MPA (< 1% da dose) na urina.
CellCept® marcado radioativamente, quando administrado por via oral, foi completamente
recuperado, sendo 93% da dose recuperada na urina e 6% recuperada nas fezes. A maior parte
(aproximadamente 87%) da dose administrada foi excretada na urina sob a forma de MPAG.
Em concentrações clínicas normais, o MPA e o MPAG não são removidos pela hemodiálise. No
entanto, em concentrações altas do MPAG (> 100 mcg/mL), pequenas quantidades dele são
removidas. Por interferirem na circulação entero-hepática da droga, os sequestrantes de ácido
biliar, como a colestiramina, reduzem a AUC do MPA (vide item Superdosagem).

Bioequivalência
A bioequivalência de CellCept® foi avaliada. Dois comprimidos de 500 mg se mostraram
equivalentes a quatro cápsulas de 250 mg.
Farmacocinética em situações clínicas especiais
Pacientes com grave comprometimento renal
Em estudo de dose única (seis pacientes por grupo), a média das AUCs do MPA plasmático
observada em indivíduos com disfunção renal crônica grave (velocidade de filtração glomerular <
25 mL/min/1,73 m2) foi 28 - 75% maior em relação à observada em voluntários saudáveis normais
ou indivíduos com menor grau de comprometimento renal. A AUC do MPAG em dose única foi
três a seis vezes maior em indivíduos com disfunção renal grave em relação aos indivíduos com
disfunção renal moderada ou a indivíduos normais saudáveis, concordando com a eliminação
renal conhecida do MPAG. Não se estudou o efeito de doses múltiplas de CellCept® em
pacientes com disfunção renal crônica grave.
Pacientes com retardo na função do enxerto renal
Nos pacientes com retardo da função do enxerto renal pós-transplante, a AUC0-12 média do MPA
foi comparável à observada em pacientes transplantados sem problemas da função do enxerto
renal pós-transplante. Deve haver um aumento transitório da fração livre e da concentração
plasmática do MPA em pacientes com retardo na função do enxerto. Ajuste na dose de CellCept®
não parece ser necessário (vide item Posologia). A AUC0-12 média do MPAG plasmático foi duas a
três vezes maior que em pacientes sem retardo na função do enxerto renal pós-transplante.
Em pacientes com retardo primário na função do enxerto após o transplante renal, as
concentrações plasmáticas do MPAG acumularam; acúmulo do MPA, se houve, foi muito
pequeno.
Pacientes com comprometimento hepático
A farmacocinética do MPAG e do MPA não foi afetada, em termos relativos, pela doença do
parênquima hepático em voluntários com cirrose alcoólica tratados com CellCept® oral ou
intravenoso. Os efeitos da doença hepática sobre esses processos dependem, provavelmente, da
doença específica. Todavia, a doença hepática com dano predominantemente biliar, como a
cirrose biliar primária, pode apresentar efeito diferente.
Idosos (≥ 65 anos)
O comportamento de CellCept® em idosos não foi avaliado formalmente.
Crianças (idade ≤ 18 anos)
Os parâmetros farmacocinéticos foram avaliados em 55 pacientes de transplante renal pediátrico
(com idade que variou de um a 18 anos) que receberam CellCept® por via oral na dose de 600
mg/m2 duas vezes ao dia (até o máximo de 1 g, duas vezes ao dia). Essa dose alcançou valores
de AUC do MPA semelhantes àqueles observados em pacientes adultos que receberam
CellCept® na dose de 1 g, duas vezes ao dia, no período pós-transplante precoce e tardio. Os
valores da AUC do MPA, de acordo com os grupos etários, foram semelhantes no período pós-
transplante precoce e tardio. Não existem dados disponíveis para transplante cardíaco ou
hepático em pacientes pediátricos.
Dados de segurança pré-clínicos
Em modelos experimentais, CellCept® não foi tumorigênico. A dose mais alta testada em estudos
de carcinogenicidade em animais resultou em, aproximadamente, duas a três vezes a exposição
sistêmica (AUC ou Cmáx) observada em pacientes de transplante renal na dose clínica
recomendada de 2 g/dia e 1,3 - 2 vezes a exposição sistêmica (AUC ou Cmáx) observada em
pacientes de transplante cardíaco na dose clínica recomendada de 3 g/dia. Dois ensaios
genotóxicos (ensaio em ratos do linfoma / timidina quinase e ensaio em ratos da aberração
micronuclear) mostraram o potencial de CellCept® de causar instabilidade cromossômica em
dose com níveis altamente tóxicos. Outros testes genotóxicos (ensaio da mutação bacteriana,
ensaio da conversão genética mitótica da levedura ou ensaio da aberração cromossômica das
células ovarianas de hamster chinês) não mostraram atividade mutagênica.
CellCept® não apresentou efeito na fertilidade de ratos machos em doses orais até 20 mg/kg/dia.
A exposição sistêmica a essa dose representa duas a três vezes a exposição clínica na dose
recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e 1,3 - 2 vezes a exposição sistêmica
em pacientes de transplante cardíaco na dose clínica recomendada de 3 g/dia. Em estudos de
reprodução e fertilidade feminina em animais, doses orais de 4,5 mg/kg/dia causaram
malformação (incluindo anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) na primeira geração de filhotes, na
ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica a essa dose foi, aproximadamente, 0,5
vez a exposição clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal, e
aproximadamente 0,3 vez a exposição clínica na dose recomendada de 3 g/dia para pacientes de
transplante cardíaco. Nenhum efeito na fertilidade ou nos parâmetros reprodutivos foi observado
nas fêmeas com crias ou nas gerações subsequentes.
Em estudos teratogênicos em ratos e coelhos, reabsorção fetal e malformações ocorreram em
ratos na dose de 6 mg/kg/dia (incluindo anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) e em coelhos na dose
de 90 mg/kg/dia (incluindo anormalidades cardiovascular e renal, como ectopia de cordão e renal,
e hérnia diafragmática e umbilical), na ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica a
esses níveis é aproximadamente equivalente a menos de 0,5 vez a exposição clínica na dose
recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e, aproximadamente, 0,3 vez a
exposição clínica na dose recomendada de 3 g/dia para pacientes de transplante cardíaco (vide
item Gravidez e lactação).
Os sistemas hematológico e linfático são os primeiros a serem comprometidos em estudos
toxicológicos realizados com CellCept® em ratos, camundongos, cachorros e macacos. Esses
efeitos ocorreram em níveis de exposição sistêmica que são menores que a exposição clínica na
dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal. Efeitos gastrintestinais foram
observados em cachorros em níveis de exposição sistêmica equivalentes ou menores que a
exposição na dose recomendada. Efeitos gastrintestinal e renal compatível com desidratação
também foram observados em macacos com o uso de dose mais elevada (níveis de exposição
sistêmica que são equivalentes ou maiores que a exposição clínica). O perfil de toxicidade não
clínica de CellCept® parece ser compatível com os eventos adversos observados em estudos
clínicos em humanos, que, atualmente, fornecem dados de segurança de maior relevância para
os pacientes (vide item Reações adversas).
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Eficácia
CellCept
® foi administrado, em estudos clínicos, para a prevenção de episódios de rejeição em
transplante renal, cardíaco e hepático, em associação com os seguintes agentes: imunoglobulina
antitimocítica, OKT3, ciclosporina A e corticosteroide. CellCept® foi também utilizado, em
associação com ciclosporina A e corticosteroide, para o tratamento de episódios de rejeição
refratária em transplante renal. Antes do tratamento com CellCept®, o paciente pode também ter
recebido imunoglobulina antilinfocítica, imunoglobulina antitimocítica e OKT3. CellCept®, além
disso, foi utilizado em estudos clínicos associado ao daclizumabe e ao tacrolimo.

Prevenção da rejeição de órgãos
Adultos
A segurança e a eficácia de CellCept®, em associação com corticosteroide e ciclosporina A, para
a prevenção da rejeição do enxerto, foram avaliadas em três estudos multicêntricos,
randomizados e duplos-cegos em receptores de transplante renal, em um estudo randomizado e
duplo-cego em receptores de transplante cardíaco e em um estudo multicêntrico, randomizado e
duplo-cego em receptores de transplante hepático.
Crianças
A segurança, a farmacocinética e a eficácia de CellCept® em combinação com corticosteroides e
ciclosporina A, para a prevenção da rejeição de órgão em pacientes pediátricos submetidos a
transplante renal, foram avaliadas em um estudo multicêntrico, aberto, com 100 pacientes com
idades entre três meses a 18 anos.

Transplante renal
Adultos
Os três estudos compararam duas doses de CellCept® oral (1 g, duas vezes ao dia, e 1,5 g, duas
vezes ao dia) com a azatioprina (dois estudos) ou placebo (um estudo), quando administrados,
em associação com ciclosporina A e corticosteroide, para a prevenção de episódios de rejeição
aguda.
O parâmetro principal de eficácia foi a proporção de pacientes em cada grupo de tratamento que
apresentaram falha de tratamento nos primeiros seis meses após o transplante (definida como
rejeição aguda comprovada por biópsia em tratamento ou a ocorrência de morte, perda do
enxerto ou a retirada prematura do estudo por qualquer razão que não seja rejeição comprovada
por biópsia). CellCept® foi avaliado em três regimes terapêuticos: (1) indução com imunoglobulina
antitimocítica / MMF ou azatioprina / ciclosporina A / corticosteroide, (2) MMF ou azatioprina /
ciclosporina A / corticosteroide, e (3) MMF ou placebo / ciclosporina A / corticosteroide.
CellCept®, em associação com corticosteroide e ciclosporina A, reduziu a incidência de falha de
tratamento (estatisticamente significativo para o nível < 0,05) nos primeiros seis meses após o
transplante. As tabelas, a seguir, resumem os resultados desses estudos. Os pacientes que
descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados quanto à ocorrência de
morte ou de perda do enxerto, sendo que a incidência cumulativa desses dois eventos está
descrita separadamente. Pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento não foram
acompanhados quanto à ocorrência de rejeição aguda após o término. Um número maior de
pacientes no grupo CellCept® descontinuou o tratamento (sem rejeição comprovada por biópsia,
morte ou perda do enxerto prévia), quando comparado com o grupo controle, com os índices mais
altos no grupo de CellCept® 3 g/dia. Entretanto, os índices de rejeição aguda podem estar
subestimados, particularmente no grupo de CellCept® 3 g/dia.
Estudos em transplante renal
Incidência de falha de tratamento
(Rejeição comprovada por biópsia ou término precoce por qualquer motivo)
Azatioprina
Estudo americano*
CellCept® 2 g/dia
CellCept® 3 g/dia
1 a 2 mg/kg/dia
(N = 499 pacientes)
(n = 167 pacientes)
(n = 166 pacientes)
(n = 166 pacientes)
* Indução com imunoglobulina antitimocítica / MMF ou azatioprina / ciclosporina A / corticosteroides. Estudo europeu/canadense/
Azatioprina
CellCept® 2 g/dia
CellCept® 3 g/dia
australiano*
100 a 150 mg/dia
(n = 173 pacientes)
(n = 164 pacientes)
(N = 503 pacientes)
(n = 166 pacientes)
* MMF ou azatioprina / ciclosporina A / corticosteroides. Estudo Europeu*
CellCept® 2 g/dia
CellCept® 3 g/dia
(N = 491 pacientes)
(n = 165 pacientes)
(n = 160 pacientes)
(n = 166 pacientes)
* MMF ou placebo / ciclosporina A / corticosteroides. ** Não inclui morte ou perda do enxerto como razão para o término precoce. A incidência cumulativa de perda do enxerto e de morte de paciente aos 12 meses está
apresentada a seguir. Nenhuma superioridade de CellCept® em relação à perda do enxerto e
morte de paciente foi estabelecida. Numericamente, os pacientes que receberam CellCept® 2
g/dia e 3 g/dia apresentaram melhores resultados que os pacientes do grupo controle nos três
estudos; pacientes que receberam CellCept® 2 g/dia apresentaram melhores resultados que os
que receberam 3 g/dia em dois dos três estudos. Em todos os grupos de tratamento, os pacientes
que terminaram prematuramente o tratamento tiveram resultados piores em relação à perda do
enxerto e morte de paciente com um ano.
Estudos em transplante renal
Incidência cumulativa de perda do enxerto e morte de paciente em 12 meses
Controle
CellCept® 2 g/dia
CellCept® 3 g/dia
(Azatioprina ou
Placebo)

Crianças (idades entre três meses e 18 anos)
Foi realizado um estudo aberto sobre segurança, farmacocinética e eficácia de CellCept® em pó
para suspensão oral, em combinação com ciclosporina A e corticosteroide, para prevenção de
rejeição de enxerto renal em 100 pacientes pediátricos (idades entre três meses e 18 anos) em
nove centros dos Estados Unidos, cinco centros da Europa e um centro da Austrália. CellCept®
foi administrado na dose de 600 mg/m2, duas vezes ao dia, em todos os grupos etários.
O parâmetro principal de eficácia foi a proporção de pacientes que apresentaram um episódio
agudo de rejeição nos primeiros seis meses após o transplante. O índice de rejeição comprovada
por biópsia foi semelhante nas diversas faixas etárias (3 meses a < 6 anos; 6 anos a < 12 anos;
12 anos a 18 anos). O índice de rejeição comprovada por biópsia em seis meses foi comparável
ao dos adultos. A incidência combinada de perda do enxerto (5%) e óbito (2%) em 12 meses foi
semelhante àquela observada em pacientes adultos submetidos a transplante renal.
Transplante cardíaco
Um estudo multicêntrico de grupos paralelos, randomizado, comparativo e duplo-cego foi
realizado em receptores primários de transplante cardíaco. Foram envolvidos 650 pacientes; 72
não receberam a droga em estudo e 578 receberam. Os pacientes receberam CellCept® 1,5 g,
duas vezes ao dia, (n = 289), ou azatioprina 1,5 a 3 mg/kg/dia (n = 289), em associação com
ciclosporina A e corticosteroide como terapia imunossupressora de manutenção. Os dois
parâmetros primários de eficácia foram: (1) a proporção de pacientes que, após o transplante,
apresentaram pelo menos um episódio de rejeição comprovada por biópsia endomiocárdica, com
comprometimento hemodinâmico, ou foram retransplantados ou morreram nos primeiros seis
meses, e (2) a proporção de pacientes que morreram ou foram retransplantados nos primeiros 12
meses após o transplante. Os pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento foram
acompanhados quanto à ocorrência de rejeição do enxerto por até seis meses e quanto à
ocorrência de morte por um ano.
Rejeição: nenhuma diferença foi estabelecida entre CellCept® e a azatioprina em relação à
rejeição comprovada por biópsia com comprometimento hemodinâmico, como apresentado
abaixo.
Rejeição em seis meses
Todos os pacientes
Pacientes tratados
CellCept®
CellCept®
* Comprometimento hemodinâmico ocorreu quando os seguintes critérios foram encontrados: gradiente de pressão capilar pulmonar ≥ 20 mm ou um aumento de 25%; índice cardíaco < 2,0 L/min/m2 ou uma diminuição de 25%; fração de ejeção ≤ 30%; saturação de oxigênio da artéria pulmonar ≤ 60% ou uma diminuição de 25%; presença de ritmo de galope com B3; restrição de fração ≤ 20% ou uma diminuição de 25%; necessidade de suporte inotrópico para controle das condições clínicas.
Sobrevida: nos pacientes envolvidos no estudo, não houve diferença estatisticamente significativa
em relação à morte e retransplante entre os pacientes randomizados do grupo CellCept® e os do
grupo azatioprina. Nos pacientes que receberam droga do estudo, o limite inferior de 97,5% para
o intervalo de confiança da diferença entre morte e retransplante foi de 0,9 no primeiro ano,
indicando que CellCept® foi superior à azatioprina nesses pacientes, como apresentado abaixo.
Morte ou retransplante no primeiro ano
Todos os pacientes
Pacientes tratados
CellCept®
CellCept®
Limite inferior de 97,5% para o intervalo de confiança
Transplante hepático
Um estudo multicêntrico, paralelo, randomizado, comparativo e duplo-cego em receptores
primários de transplante hepático foi realizado em 16 centros nos EUA, em dois no Canadá, em
quatro na Europa e em um na Austrália. O número total de pacientes envolvidos foi de 565, sendo
que 564 receberam os medicamentos do estudo. Os pacientes receberam CellCept® 1 g, duas
vezes ao dia, IV, por 14 dias, seguido do CellCept® 1,5 g, duas vezes ao dia, por via oral ou
azatioprina 1 - 2 mg/kg/dia, IV, seguida por azatioprina 1 - 2 mg/kg/dia, por via oral, em
associação com ciclosporina A e corticosteroide como terapia imunossupressora. Os dois
parâmetros principais de eficácia foram: (1) a proporção de pacientes que apresentaram, nos
primeiros seis meses após o transplante, um ou mais episódios de rejeição tratada comprovada
por biópsia ou morte / retransplante, e (2) a proporção de pacientes que apresentaram perda do
enxerto (morte / retransplante) nos primeiros 12 meses após o transplante. Os pacientes que
descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados quanto à ocorrência de
rejeição do enxerto e quanto à ocorrência de perda do enxerto (morte / retransplante) por um ano.
Resultados: em uma análise primária (intenção de tratamento), CellCept® em associação com
ciclosporina A e corticosteroide foi superior à azatioprina na prevenção da rejeição aguda (p =
0,025) e equivalente à azatioprina em relação à sobrevida.
Rejeição em seis meses /
morte ou retransplante em um ano
CellCept® N = 278

Tratamento da rejeição refratária
Um estudo randomizado, aberto e comparativo de MMF 3 g/dia versus corticosteroide intravenoso
foi realizado em 150 receptores de transplante renal com rejeição refratária e aguda do enxerto. O
parâmetro principal foi a proporção de pacientes que permaneceram vivos e com enxerto
funcionante após seis meses da entrada no estudo.
Resultados: a incidência de perda do enxerto foi inesperadamente pequena no grupo controle e a
análise primária, baseada no teste da taxa de probabilidade sequencial, mostrou tendência de
maior sobrevida do enxerto no grupo MMF (p = 0,081). Uma análise secundária, utilizando o teste
de Cochran-Mantel-Haenzel (não ajustado para o monitoramento sequencial), sugeriu redução de
45% na incidência de perda do enxerto ou morte no grupo MMF após seis meses da entrada no
estudo (p = 0,062).
Perda do enxerto ou morte com seis meses
Corticoide IV
CellCept® N = 77
Sollinger H. W. for the U.S. Renal Transplant Mycophenolate Mofetil Study Group Mycophenolate mofetil for the prevention of acute rejection in primary cadaveric renal allograft recipients. Transplantation 1995; 60(3):225-232. The European Mycophenolate Mofetil Cooperative Study Group. Placebo-controlled study of mycophenolate mofetil combined with cyclosporin and corticosteroids for prevention of acute rejection. Lancet 1995: 345:1321-25 The Tricontinental Mycophenolate Mofetil Renal Transplantation Study Group. A blinded, randomized clinical trial of mycophenolate mofetil of the prevention of acute rejection in cadaveric renal transplantation. Transplantation 1996; 61(7):1029-1037. The Mycophenolate Mofetil Renal Refractory Rejection Study Group Mycophenolate mofetil for the treatment of refractory, acute, cellular renal transplant rejection. Transplantation 1996; 61:722-729 Kobashigawa J. A randomized active-controlled trial of mycophenolate mofetil in heart transplant recipients. Transplantation 1998; 66(4):507-515. 3. INDICAÇÕES
CellCept® comprimidos está indicado para a profilaxia da rejeição aguda de órgãos e para o
tratamento da primeira rejeição ou da rejeição refratária de órgãos em pacientes adultos que
recebem transplantes renais alogênicos.
CellCept® comprimidos está indicado na profilaxia da rejeição aguda de órgãos em pacientes
adultos que recebem transplante cardíaco alogênico. Na população tratada, o MMF aumentou a
sobrevida no primeiro ano após o transplante.
CellCept® comprimidos está indicado na profilaxia da rejeição aguda de órgãos em pacientes
adultos que recebem transplante hepático alogênico.
CellCept® deve ser usado em associação com a ciclosporina A e corticosteroides.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Foram observadas reações alérgicas a CellCept®. Portanto, CellCept® está contraindicado a
pacientes com hipersensibilidade ao micofenolato de mofetila ou ácido micofenólico.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Condições de conservação:
CellCept® comprimidos deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).
Proteger da luz.
Manuseio e aplicação:
CellCept® comprimidos deve ser ingerido com um pouco de água.

Este comprimido não pode ser partido ou mastigado.

Como CellCept® mostrou ter efeito teratogênico em ratos e coelhos (vide item Gravidez e
lactação
), seus comprimidos não devem ser triturados. Evitar inalação ou contato direto com a
pele ou mucosa. Em caso de contato de CellCept® com a pele ou membranas mucosas, lavar
minuciosamente com água e sabão. Em casos de contato com os olhos, lavar com água corrente.

Via de administração:
CellCept® comprimidos deve ser administrado por via oral.
6. POSOLOGIA
Dosagem padrão para profilaxia da rejeição renal
A dose de 1,0 g, administrada duas vezes ao dia (dose diária de 2 g), é recomendada a pacientes
de transplante renal. Apesar de a dose de 1,5 g, duas vezes ao dia (dose diária de 3 g), ter sido
usada em estudos clínicos e ter se mostrado efetiva e segura, não se pode estabelecer vantagem
em termos de eficácia para pacientes de transplante renal. Pacientes que recebem 2 g/dia de
CellCept® demonstraram um perfil de segurança geral melhor, quando comparados aos
pacientes que receberam 3 g/dia de CellCept®.

Dosagem padrão para profilaxia da rejeição cardíaca
A dose de 1,5 g, administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g), é recomendada a pacientes
submetidos a transplante cardíaco.

Dosagem padrão para profilaxia da rejeição hepática
A dose de 1,5 g, administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g), é recomendada a pacientes
submetidos a transplante hepático.

Dosagem para o tratamento da primeira rejeição e da rejeição refratária renal
A dose de 1,5 g, administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g), é recomendada para o
tratamento da primeira rejeição e da rejeição refratária.
Administração oral (vide itens Bioequivalência e Farmacocinética).
A dose inicial de CellCept® deve ser administrada o mais breve possível após o transplante renal,
cardíaco ou hepático.

Instruções especiais de dosagem
Pacientes com neutropenia
Se houver desenvolvimento de neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 1,3 x 103/µL), o
tratamento com CellCept® deve ser interrompido ou a dose reduzida (vide item Precauções).
Disfunção renal grave
Em pacientes com disfunção renal crônica grave (taxa de filtração glomerular < 25 mL/min/1,73
m2), fora do período imediatamente após o transplante ou após o tratamento da rejeição aguda ou
refratária, doses maiores que 1 g administradas duas vezes ao dia devem ser evitadas (vide item
Precauções).
Não existem dados disponíveis para pacientes que receberam transplante cardíaco ou hepático
com disfunção renal grave.
Pacientes com retardo da função do enxerto pós-transplante
Não é necessário ajuste de dose para pacientes que apresentam retardo na função do enxerto
após a cirurgia do transplante (vide item Farmacocinética).
Disfunção hepática grave
Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes de transplante renal com doença grave no parênquima hepático (vide item Farmacocinética). Não existem dados disponíveis sobre pacientes que receberam transplante cardíaco com doença grave do parênquima hepático. Idosos (> 65 anos) A dose recomendada de 1 g, duas vezes ao dia, para pacientes que receberam transplante renal e 1,5 g, duas vezes ao dia, para pacientes submetidos a transplante cardíaco ou hepático é apropriada para pacientes idosos (vide item Precauções). 7. ADVERTÊNCIAS
De forma similar aos pacientes que recebem regimes imunossupressores abrangendo
combinações de drogas, os pacientes que recebem CellCept
® como parte de um regime
imunossupressor têm maior risco de desenvolver linfomas e outros tumores malignos,
particularmente de pele (vide item Reações adversas
). O risco parece estar mais
relacionado à intensidade e à duração da imunossupressão que ao uso de um agente
específico.
De maneira similar a todos os pacientes sob risco aumentado de câncer de pele, a
exposição à luz solar e à luz UV deverá ser limitada por meio do uso de roupa de proteção
adequada e do uso de filtros solares com alto fator de proteção.
Pacientes que recebem CellCept
® devem ser instruídos a relatar imediatamente qualquer
evidência de infecção, contusão inesperada, sangramento ou qualquer outra manifestação
de depressão da medula óssea.
A supressão em excesso do sistema imunológico também pode aumentar a
susceptibilidade a infecções, incluindo infecções oportunistas, infecções fatais e sepse
(vide item Reações adversas
).
Essas infecções incluem reativação viral latente, como a dos poliomavírus. Casos de
leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) associados com o vírus JC, algumas
vezes fatais, foram relatados em pacientes tratados com CellCept
®. Os casos relatados
geralmente apresentavam fatores de risco para LMP, incluindo terapias
imunossupressoras e disfunção do sistema imune. Em pacientes imunodeprimidos, a LMP
deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes com sintomas neurológicos,
e a avaliação do neurologista deve ser realizada, se clinicamente indicada.
Nefropatia associada com o vírus BK foi observada durante o uso de CellCept
® em
pacientes que receberam transplante renal. Essa infecção pode estar associada com
desfechos graves, às vezes levando à perda do enxerto renal. O monitoramento dos
pacientes pode ajudar a detectar os pacientes com risco para nefropatia associada ao vírus
BK. A redução na imunossupressão deve ser considerada para pacientes que
desenvolverem evidência de nefropatia associada ao vírus BK.
Casos de aplasia pura de série vermelha (APSV) foram relatados em pacientes tratados
com CellCept
® em associação com outros agentes imunossupressores. O mecanismo de
indução de APSV pelo micofenolato de mofetila é desconhecido; a contribuição relativa
dos outros imunossupressores e suas combinações em um esquema de imunossupressão
também são desconhecidas. Em alguns casos, a APSV foi reversível com a redução da

dose ou suspensão do uso de CellCept®. Em pacientes transplantados, porém, a redução
da imunossupressão pode aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os
médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à
possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o
diagnóstico precoce e tratamento.

Precauções
Os pacientes devem ser alertados para o fato de que, durante o tratamento com CellCept
®,
as vacinas poderão ser menos eficazes, e o uso de vacinas de vírus vivo atenuado deve ser
evitado (vide item Interações medicamentosas
). A vacinação contra gripe pode ser útil. Os
médicos prescritores devem referir-se às diretrizes nacionais quanto às instruções para
vacinação contra gripe.
Pelo fato de CellCept
® estar associado ao aumento da incidência de efeitos adversos no
sistema digestivo, incluindo casos pouco frequentes de ulceração do trato gastrintestinal,
hemorragia e perfuração, ele deve ser administrado com cuidado a pacientes com
disfunções ativas sérias do sistema digestivo.
CellCept
® é um IMPDH (inibidor da inosina monofosfato desidrogenase). Portanto, com
base em fundamentações teóricas, ele deve ser evitado em pacientes com deficiências
hereditárias raras de hipoxantina-guanina fosforibosil-transferase (HGPRT), como as
síndromes de Lesch-Nyhan
ou Kelley-Seegmiller.
Não se recomenda a administração concomitante de CellCept
® com azatioprina, uma vez
que ambos possuem o potencial de causar supressão da medula óssea e a referida
administração concomitante não foi estudada.
Em vista da redução significativa da AUC do MPA pela colestiramina, deve-se ter cuidado
na administração concomitante de CellCept® com medicamentos que interfiram na
recirculação entero-hepática, por causa da provável redução de sua eficácia (vide item
Interações medicamentosas
).
A administração de doses maiores que 1 g, duas vezes ao dia, a pacientes de transplante
renal com disfunção renal crônica grave, deve ser evitada (vide itens Farmacocinética
e
Posologia
).
Não se recomenda ajuste de dose para pacientes com retardo na função do enxerto renal
pós-transplante, mas esses pacientes devem ser cuidadosamente monitorados (vide itens
Farmacocinética
e Posologia). Não há dados disponíveis para pacientes com transplante
hepático ou cardíaco, com disfunção renal crônica grave.
Os pacientes idosos podem encontrar-se sob risco aumentado de eventos adversos,
comparados com pacientes mais jovens.

Monitoramento laboratorial
Pacientes em tratamento com CellCept® devem realizar hemograma completo semanalmente,
durante o primeiro mês de tratamento, quinzenalmente, no segundo e terceiro meses de
tratamento, e mensalmente, ao longo do primeiro ano. Os pacientes que recebem CellCept®
devem ser monitorados para neutropenia. O desenvolvimento de neutropenia pode estar
relacionado diretamente a CellCept®, a medicações concomitantes, a infecções virais ou a
alguma combinação dessas causas (vide item Instruções especiais de dosagem).
Caso ocorra neutropenia (contagem de neutrófilos absolutos inferior a < 1,3 x 103/µL), a
administração de CellCept® deve ser interrompida ou a dose deve ser reduzida, e o paciente
deve ser observado cuidadosamente (vide item Posologia).
Gestação e lactação
Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita
de gravidez.
Efeitos adversos sobre o desenvolvimento fetal (incluindo malformações) ocorreram quando ratas
e coelhas grávidas foram medicadas durante a organogênese. Essas respostas ocorreram com
doses inferiores àquelas associadas à toxicidade materna e com doses inferiores às
recomendadas clinicamente para transplante renal, cardíaco ou hepático. Não existem estudos
adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Têm sido relatadas malformações
congênitas, incluindo malformações de orelha, em descendentes de pacientes expostos ao
micofenolato de mofetila em associação com outros imunossupressores durante a gravidez.
Portanto, CellCept® deve ser evitado em mulheres grávidas, a não ser que os benefícios
superem o risco potencial para o feto.
Mulheres em idade fértil devem ter um teste de gravidez sanguíneo ou urinário negativo, com
sensibilidade de, pelo menos, 50 mUI/mL, uma semana antes do início da terapia; não se
recomenda iniciar a terapia com CellCept® até que se obtenha confirmação de teste negativo de
gravidez. Contracepção efetiva deve ser realizada antes do início do tratamento com CellCept®,
durante o tratamento e até seis semanas após a descontinuação do tratamento, inclusive em
caso de história de infertilidade, exceto em caso de histerectomia. Devem ser usadas,
simultaneamente, duas formas confiáveis de contracepção, a menos que seja escolhido o método
de abstinência (vide item Interações medicamentosas). Caso ocorra gravidez durante o
tratamento, o médico e a paciente devem discutir o desejo de continuar a gravidez.
Estudos em ratas demonstraram que CellCept® pode ser excretado pelo leite. Desconhece-se a
eliminação de CellCept® no leite humano. Visto que muitos medicamentos são excretados no
leite humano e por causa do potencial de reações adversas sérias em crianças na fase de
amamentação, pelo CellCept®, deve-se decidir pela descontinuação da amamentação ou da
medicação, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de CellCept® sobre a capacidade de dirigir e
operar máquinas.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos ( 65 anos)
O comportamento de CellCept® em idosos não foi avaliado formalmente. Os pacientes idosos
podem encontrar-se sob risco aumentado de eventos adversos, comparados com pacientes mais
jovens. Pacientes idosos, particularmente aqueles que recebem CellCept® como parte de um
regime imunossupressor, podem ter risco aumentado de certas infecções (incluindo doença
invasiva por citomegalovírus) e, possivelmente, hemorragia gastrintestinal e edema pulmonar,
quando comparados com pacientes jovens (vide item Precauções).

Uso em crianças (idade
18 anos)
Os parâmetros farmacocinéticos foram avaliados em pacientes de transplante renal pediátrico
(com idade que variou de 1 a 18 anos) que receberam CellCept® por via oral (vide item
Farmacocinética em condições clínicas especiais). Não existem dados disponíveis para
transplante cardíaco ou hepático em pacientes pediátricos.
Uso em pacientes com insuficiência renal grave
A administração de doses maiores que 1 g, duas vezes ao dia, para pacientes transplantados
renais com disfunção renal crônica grave deve ser evitada (vide itens Farmacocinética e
Posologia).
Não se recomenda ajuste de dose em pacientes com retardo na função do enxerto renal pós-
transplante, mas esses pacientes devem ser cuidadosamente monitorados (vide itens
Farmacocinética e Posologia). Não há dados disponíveis para pacientes com transplante hepático
ou cardíaco, com disfunção renal crônica grave.
9. INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
Aciclovir: concentrações plasmáticas maiores de aciclovir e MPAG foram observadas quando
CellCept® foi administrado com aciclovir, em comparação com a administração de cada droga
isoladamente. Por causa do aumento da concentração plasmática de MPAG na presença de
disfunção renal, como ocorre com o aciclovir, pode ocorrer competição entre o micofenolato de
mofetila e o aciclovir ou suas pró-drogas, como o valganciclovir, pela secreção tubular, e isso
pode aumentar suas concentrações.

Antiácidos e inibidores da bomba de prótons (IBPs)
:
exposição diminuída de ácido
micofenólico (MPA) foi observada quando antiácidos, como hidróxidos de alumínio e magnésio, e
IBPs, incluindo lansoprazol e pantoprazol, foram administrados com CellCept®. Não foram
observadas diferenças significativas ao comparar as taxas de rejeição de transplante ou as taxas
de perda do enxerto entre pacientes de CellCept® que utilizaram IBPs versus pacientes de
CellCept® que não utilizaram IBPs. Esses dados suportam a extrapolação dessa observação para
todos os antiácidos, pois a redução à exposição é consideravelmente menor quando CellCept® foi
coadministrado com hidróxidos de alumínio e magnésio em relação à coadministração com IBPs.
Colestiramina: após administração de 1,5 g de CellCept® em indivíduos saudáveis pré-tratados
com colestiramina 4 g, três vezes ao dia, durante quatro dias, houve redução de 40% na AUC do
MPA. Deve-se ter cautela durante a administração concomitante das duas drogas ou com drogas
que interfiram na circulação entero-hepática (vide item Precauções).

Ciclosporina A
: a farmacocinética da ciclosporina A não é afetada por CellCept®. Entretanto, em
pacientes transplantados renais, a administração concomitante de CellCept® e ciclosporina A
resultou em exposições reduzidas do MPA em, aproximadamente, 30% a 50%, se comparado
com pacientes que receberam a terapia combinada de sirolimo e doses semelhantes de
CellCept®.

Ganciclovir
:
baseado nos resultados de um estudo com administração de dose única, nas doses
recomendadas de CellCept® oral e ganciclovir intravenoso e nos efeitos conhecidos da
deterioração renal sobre a farmacocinética do MMF (vide itens Farmacocinética e Precauções) e
do ganciclovir, prevê-se que a coadministração desses agentes (que competem pelos
mecanismos de secreção tubular renal) resultará em aumento na concentração de MPAG e de
ganciclovir. Nenhuma alteração substancial na farmacocinética do MPA é prevista, não sendo
necessário o ajuste da dose do MMF. Pacientes com deterioração renal nos quais o MMF e o
ganciclovir ou suas pró-drogas, como o valganciclovir, são coadministrados, devem ser
monitorados cuidadosamente.

Contraceptivos orais: a farmacocinética dos contraceptivos orais não foi afetada pela
coadministração de CellCept®. Um estudo de coadministração de CellCept® (1 g, duas vezes ao
dia) e contraceptivo oral combinado, contendo etinilestradiol (0,02 - 0,04 mg) e levonorgestrel
(0,05 - 0,20 mg), desogestrel (0,15 mg) ou gestodene (0,05 - 0,10 mg), envolvendo 18 mulheres
com psoríase e conduzido por mais de três ciclos menstruais não mostrou influência clínica
relevante de CellCept® nos níveis séricos da progesterona, do LH e do FSH, não indicando,
portanto, influência de CellCept® no efeito supressor da ovulação dos contraceptivos orais (vide
item Gravidez e lactação).
Rifampicina: após correção da dose, diminuição em 70% da exposição de MPA (AUC0-12h) foi
observada com administração concomitante de rifampicina em um único paciente transplantado
de coração e pulmão. Portanto, é recomendado controlar níveis de exposição de MPA e ajustar
doses de CellCept® e, consequentemente, manter eficácia clínica quando as drogas são
administradas concomitantemente.
Tacrolimo: não foi observado efeito na AUC ou Cmáx do MPA em pacientes transplantados
hepáticos ao administrar tacrolimo concomitantemente com CellCept®. Uma descoberta similar foi
observada, em um estudo recente, em pacientes transplantados renais.
Em pacientes transplantados renais, mostrou-se que a concentração do tacrolimo parece não ser
alterada por CellCept®.

Entretanto, em pacientes transplantados hepáticos estáveis, foi observado aumento de,
aproximadamente, 20% na AUC do tacrolimo, quando foram administradas doses múltiplas de
CellCept® (1,5 g duas vezes ao dia) para pacientes que receberam tacrolimo.

Sulfametoxazol-trimetoprima, norfloxacino e metronidazol:
não foi observado efeito na
exposição sistêmica ao MPA, quando CellCept® foi administrado concomitantemente com
qualquer desses antimicrobianos separadamente. Entretanto, a combinação de norfloxacino e
metronidazol reduziu em, aproximadamente, 30% a AUC0-48 do MPA, após administração de uma
única dose de CellCept®.
Ciprofloxacina e amoxicilina associada ao ácido clavulânico
:
reduções de 54% nas
concentrações pré-tomada (vale) de MPA foram relatadas em pacientes transplantados renais
nos dias imediatamente após o início da ciprofloxacina oral ou amoxicilina associada ao ácido
clavulânico. Os efeitos tendem a diminuir com o uso continuado do antibiótico e cessar após a
descontinuação. A alteração no nível de pré-dose pode não representar exatamente as alterações
na exposição global ao MPA, portanto, a relevância clínica dessas observações é incerta.

Outras interações
:
coadministração de probenecida com CellCept® em macacos aumenta a
AUC plasmática do MPAG em três vezes. Portanto, outras drogas que sofrem secreção tubular
renal podem competir com o MPAG e aumentar a concentração plasmática de ambas.
A administração concomitante de sevelâmer e CellCept®, em pacientes adultos e pediátricos,
diminuiu a Cmáx e a AUC0-12 do MPA em, aproximadamente, 30% e 25%, respectivamente. Esses
dados sugerem que o sevelâmer e outros ligantes de fosfato livres de cálcio devem ser
administrados, preferencialmente, duas horas após a tomada de CellCept®, para minimizar o
impacto na absorção do MPA.

Vacinas de vírus vivos
: vacinas de vírus vivos não devem ser administradas a pacientes com
alteração da resposta imune. A resposta de anticorpos a outras vacinas pode estar diminuída
(vide item Precauções).
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
O perfil de eventos adversos associados ao uso de drogas imunossupressoras é
normalmente difícil de ser estabelecido, por causa da presença da doença de base e da
utilização concomitante de vários medicamentos.

Experiência de estudos clínicos
Os principais eventos adversos relacionados ao uso de CellCept® na prevenção da rejeição
do transplante renal, cardíaco e hepático, em associação com ciclosporina A e
corticosteroides, incluem diarreia, leucopenia, sepse, vômitos, e existe evidência de maior
frequência de certos tipos de infecção, como infecções oportunistas (vide item
Advertências
).
O perfil de segurança de CellCept® em pacientes tratados para rejeição refratária em
transplante renal foi semelhante àquele observado em três estudos controlados para
prevenção de rejeição com doses de 3 g por dia. Diarreia e leucopenia, seguidas de
anemia, náuseas, dor abdominal, sepse, náuseas e vômitos e dispepsia foram os eventos
adversos relatados com maior frequência pelos pacientes que receberam CellCept® em
comparação com pacientes que receberam corticosteroide intravenoso.
Neoplasias
Da mesma forma que os pacientes que recebem regimes imunossupressores com
combinação de drogas, os pacientes que são tratados com CellCept® como parte de um
regime imunossupressor têm risco aumentado de desenvolver linfomas e outras
neoplasias, particularmente de pele (vide item Advertências
).
Doença linfoproliferativa ou linfoma ocorreram em 0,4% a 1% dos pacientes que receberam
CellCept
® (2 g ou 3 g ao dia), em associação com outros imunossupressores, em estudos
clínicos controlados em receptores de transplante renal, cardíaco e hepático,
acompanhados por pelo menos um ano. Os carcinomas de pele não-melanoma ocorreram
em 1,6% a 3,2% dos pacientes; outros tipos de neoplasias ocorreram em 0,7% a 2,1% dos
pacientes. Dados de segurança de três anos em pacientes de transplante renal e cardíaco
não revelaram nenhuma alteração inesperada na incidência de neoplasias, em comparação
com os dados de um ano. Pacientes receptores de transplante hepático foram
acompanhados por, pelo menos, um ano, mas por menos do que três anos.
Em estudos clínicos controlados para o tratamento da rejeição refratária em transplante
renal, o índice de linfoma foi de 3,9% em um seguimento médio de 42 meses.
Infecções oportunistas
Todos os pacientes transplantados têm um risco aumentado de desenvolver infecções
oportunistas. O risco aumenta com a intensidade da imunossupressão (vide item
Advertências
). As infecções oportunistas mais comuns em pacientes em uso de CellCept®
(2 g ou 3 g ao dia) com outros imunossupressores, em estudos clínicos controlados em
receptores de transplante renal, cardíaco e hepático, acompanhados por, pelo menos, um
ano foram candidíase mucocutânea, síndrome / viremia por CMV e herpes simples. A
proporção de pacientes com síndrome / viremia por CMV foi de 13,5%.

Crianças (3 meses a 18 anos)
O tipo e a frequência das reações adversas em um estudo clínico com 100 pacientes
pediátricos com idade entre 3 meses e 18 anos que receberam CellCept
® por via oral na
dose de 600 mg/m2, duas vezes ao dia, foram, de maneira geral, semelhantes àquelas
observadas em pacientes adultos que receberam CellCept
® 1 g, duas vezes ao dia.
Entretanto, os seguintes eventos adversos relacionados ao tratamento ocorreram com
frequência
10% em crianças e foram mais frequentes na população pediátrica,
particularmente em crianças com idade abaixo de seis anos, quando a frequência de
eventos adversos relacionados ao tratamento foi comparada à dos adultos: diarreia,
leucopenia, sepse, infecção e anemia.
Pacientes idosos (
65 anos)
Pacientes idosos, particularmente aqueles que recebem CellCept® como parte de um
regime imunossupressor, podem ter risco aumentado de certas infecções (incluindo
doença invasiva por citomegalovírus) e possivelmente hemorragia gastrintestinal e edema
pulmonar, quando comparados com pacientes jovens (vide item Precauções
).

Perfil de segurança de CellCept® na administração oral
Eventos adversos relatados
10% e em 3 a < 10% dos pacientes adultos tratados com
CellCept® em estudos controlados para prevenção da rejeição em transplante renal (três
estudos, com dados de 2 g e 3 g), em um estudo controlado para transplante cardíaco e em
um estudo controlado para transplante hepático, estão descritos na tabela abaixo.
Eventos adversos relatados em
10% e em 3 a < 10% dos pacientes adultos
tratados com CellCept® em estudos clínicos, quando usado em associação com
ciclosporina A e corticosteroides.

Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
renal (n = 991)*
cardíaco (n = 289)**
hepático (n = 277)***
Corpo como um todo
Sangue e linfáticos
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
renal (n = 991)*
cardíaco (n = 289)**
hepático (n = 277)***
Urogenital
Cardiovascular
Metabólico nutricional
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
renal (n = 991)*
cardíaco (n = 289)**
hepático (n = 277)***
Gastrintestinal
Respiratório
Apneia, atelectasia, bronquite, epistaxe, Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
renal (n = 991)*
cardíaco (n = 289)**
hepático (n = 277)***
Pele e anexos
Sistema nervoso
Músculo-esquelético
Sentidos especiais
Endócrino
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
Eventos adversos relatados
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
em pacientes de transplante
renal (n = 991)*
cardíaco (n = 289)**
hepático (n = 277)***
* (total n = 1.483) ** (total n = 578) *** (total n = 564)
Nos três estudos controlados para prevenção da rejeição em transplante renal, os
pacientes que receberam CellCept® 2 g/dia apresentaram um perfil de segurança melhor do
que os que receberam 3 g/dia.
Experiência pós-marketing
Gastrintestinal:
colite (causada algumas vezes por citomegalovírus), pancreatite, casos
isolados de atrofia das vilosidades intestinais.
Distúrbios imunossupressores:
infecções que representam risco de morte, como
meningite e endocardite infecciosa, foram relatadas ocasionalmente, existindo evidência
de maior frequência de determinados tipos de infecções, como tuberculose e infecção por
micobactérias atípicas.
Casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP), algumas vezes fatal, foram
relatados em pacientes tratados com CellCept
®. Os casos relatados geralmente
apresentavam fatores de risco para LMP, incluindo terapias imunossupressoras e
disfunção do sistema imune.
Nefropatia associada ao vírus BK foi observada em pacientes tratados com CellCept
®. Essa
infecção pode estar associada com graves desfechos, às vezes levando à perda do enxerto
renal.
Casos de aplasia pura de série vermelha (APSV) foram relatados em pacientes tratados
com CellCept
® em associação com outros agentes imunossupressores.
Doenças congênitas:
têm sido relatadas malformações congênitas, incluindo
malformações de orelha, em descendentes de pacientes expostos ao micofenolato de
mofetila em associação com outros imunossupressores durante a gravidez.
Outras reações adversas durante a experiência pós-marketing com CellCept
® são
semelhantes àquelas observadas nos estudos controlados de transplante renal, cardíaco e
hepático.

11. SUPERDOSE

Relatos de superdose com micofenolato de mofetila têm sido recebidos de estudos clínicos e
durante o período pós-comercialização. Em muitos desses casos, não foram relatados eventos
adversos. Nos casos de superdose em que foram relatados eventos adversos, os eventos estão
incluídos no perfil de segurança já conhecido da droga.
Espera-se que uma superdose de micofenolato de mofetila resulte, possivelmente, em supressão
acentuada do sistema imune e em aumento da susceptibilidade a infecções e à supressão da
medula óssea. Caso haja desenvolvimento de neutropenia, deve-se interromper a terapia com
CellCept® ou reduzir a dose (vide item Advertências).
O MPA não pode ser removido por hemodiálise. Entretanto, em concentrações plasmáticas
elevadas (> 100 mcg/mL), pequenas porções do MPAG são removidas. Os sequestrantes de
ácido biliar, como a colestiramina, podem remover o MPA, aumentando a excreção da droga (vide
item Farmacocinética).

12.

ARMAZENAGEM

CellCept
® comprimidos revestidos deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30
ºC). Proteger da luz.
Estabilidade:
Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação (vide
embalagem externa do produto). Não se deve usar o medicamento fora do prazo de validade; pode
ser prejudicial à saúde.
MS-1.0100.0539
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira - CRF-RJ nº 4288
Fabricado para F. Hoffmann-La Roche Ltd, Basileia, Suíça
por Roche S.p.A., Segrate, Milão, Itália
Embalado por F. Hoffmann-La Roche Ltd, Kaiseraugst, Suíça

Registrado, importado e distribuído no Brasil por:
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22775-109 - Rio de Janeiro - RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289
www.roche.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
CDS 9.1

Source: http://www.farmaclinic.com.br/bula/cellcept.pdf

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WHAT YOU SHOULD KNOW ABOUT ATRIAL FIBRILLATIONAtrial fibrillation (a fib) is an irregularly irregular heart rhythm. Normally the heart hastwo areas of specialized tissue called the Sino-atrial(SA) and Atrio-ventricular(AV) nodes. TheSA node is responsible for “sparking” the heart to beat at a regular rate. The SA node is sensitiveto chemicals, hormones, and nervous stimulation. This node i

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Newsletter sponsored by the Student Nurses Association of Trinitas School of Nursing Classes began on January 22nd and students are Communication with students: Communication already busy preparing for their courses. Some between students and faculty, as well as from the important reminders to make the beginning of the School of Nursing is crucial to a smooth semester. Make sure that

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